Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Whewell

Cambridge Companion 7 - Hull

Imagem
Cambridge Companion to Darwin (2003) Hull, um dos meus historiadores com foco em Darwin favoritos, discute como Darwin foi recebido pela filosofia da ciência de sua época. Descrevendo as relações de sua obra com as ideias de Whewell, Herschel e Mill e em seguida comenta sobre como a geração seguinte (Wright, C., Jevons e Peirce) reagiu; Hull introduz o assunto através dos comentários de Sedgwick (de um review de 1860) que desaprovava a teoria da seleção natural por não ser indutiva. Segundo Hull, dois métodos eram utilizados para formular teorias na época, o método indutivo e o método de formulação de hipótese, sendo o primeiro mais aceito; Hull explica que o ideal de ciência vitoriana partia de Newton que formulou suas teorias de maneira indutiva, ou seja, vários casos particulares observáveis compunham e eram explicados por Newton. Além disso, Newton conseguiu obter uma fórmula quantitativa e com poderes de previsão. Como diz Hull: "No matter what methodological...

Cambridge Companion 3 - Endersby

Imagem
Cambridge Companion to Darwin (2003) Endersby resume os dois ensaios anteriores ( Sloan e Hodge ) abordando os primeiros anos de Darwin; Ele afirma que Darwin sempre esteve interessado em teorias de "geração, como falavam na época" ou reprodução atualmente. Um ponto relacionado a isso, muito discutido pelo autor e por todos que estudam Darwin, é sua ansiedade e medo com relação a seu casamento de primeiro grau com Emma; "[...] he [Darwin] argued that the government should use the census to discover once and for all ‘whether or not consanguineous marriages are injurious to man’ – and outlaw them if necessary." Endersby sintetiza a história das teorias de geração até então. Partindo de Aristóteles, passando pela discussão da espontaneidade, chegando a Linnaeus que, ao classificar as plantas superiores de acordo com suas estruturas sexuais, assumiu que a sexualidade era comum ao reino vegetal e animal. Na época de Darwin o assunto ainda era um controvérsia...

Cambridge Companion 2 - Hodge

Imagem
Cambridge Companion to Darwin (2003) Após o retorno do Beagle, viagem discutida no ensaio anterior , Darwin passou os próximos anos em Londres, onde organizou suas anotações em livros, abriu vários "notebooks" e formulou todas as suas principais teorias; Darwin formulou nesses anos a teoria da origem das espécies (seleção natural), a pangênese, teoria da origem da moral a partir dos instintos e sua interpretação da expressão das emoções no homem e nos animais. Apenas duas teorias foram concebidas depois, a seleção sexual e o princípio da divergência de variedades e espécies, elaborações da seleção natural, segundo Hodge; Darwin abriu muitos cadernos para elaborar suas ideias: Notebook A - Geologia (jul. 1837); Notebook B - Zoonomia , leis da vida (jul. 1837); Notebook C - Sequência de B, ficou cheio em 1838; Notebook D - Sequência de C (jul. 1838); Notebook M - Metafísica (jul. 1838); Notebook E - Sequência de D (out. 1838); Notebook N....

Cambridge Companion 1 - Sloan

Imagem
Cambridge Company to Darwin  Sloan faz uma distinção entre "Natural History", "Natural Philosophy" e "Philosophical Naturalism". Darwin pertenceria a esse último segundo Sloan, pois para ele os PNs buscavam o entendimento geral e elaboração das Leis da Vida, enquanto os NHs eram sistematas e os NRs eram físicos; O pai de Darwin, Robert, o influencio com o Materialismo natural e seu avô, Erasmus, com seus escritos. Sua mãe era religiosa da igreja Unitarianista (rejeita a divindade de Cristo); Quando criança já colecionava diversas coisas e junto com seu irmão mais velho fazia experimentos de química; Segundo Sloan a autobiografia  passa uma visão errada de Edinburgo, ao focar só no aborrecimento e tédio. Segundo Sloan, nela Darwin foi exposto a Hutton, Grant, Lamarck, Geoffroy, além de despertar alguns interesses e afastá-lo da carreira médica; Com Cambridge foi o mesmo. Lá ele conheceu Sedgwick, Henslow, Whewell, Herschel, Aug. de Candolle, Hu...