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Leydesdorff & Milojevic

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Leydesdorff & Milojevic (2012)

Neste texto foi publicado preliminarmente em 2012 e atualmente está presente na International Encyclopedia of the Social & Behavioral Sciences (2 ed.), de 2015, seção Science and Technology Studies, subseção Perspectives on Science and Technology;Alguns pontos trazidos pelos autores parecem entrar em conflito com Sengupta (1992);Os autores partem com a definição de Hess (1997) que define este campo como o "estudo quantitativo da ciência, comunicação científica e política científica" e já trazem o uso do SCI, criado por Garfield, e logo abraçado pela comunidade científica;Em 1978 foi publicado o livro Toward a Metric of Science, escrito por Merton, entre outros. Os autores e durante os anos 60 e 70 o autor cita os diversos artigos de Price e sua contribuição na fundamentação teórica da bibliometria;Segundo os autores, a partir dos anos 80 a sociologia da ciência se voltou para a micro-análise e, devido a isso, a análise quantitativa da li…

Sengupta

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Sengupta (1992)
Neste artigo Sengupta definirá os termos Bibliometria, Informetria, Cientometria e Librametria de acordo com seu levantamento bibliográfico;Sengupta afimar que os quatro termos podem ser, e são na prática, encarados como sinônimos e intercambiáveis entre si, porém é possível delimitá-los;BIBLIOMETRIA:Segundo Sengupta, este termo foi cunhado por Pritchard em 1969, mas técnicas bibliométricas ja haviam sido usadas e discutidas anteriormente sem um nome específico ou sob a alcunha de "bibliografia estatística", como denominado por Hulme e se referia a quantificação do crescimento do conhecimento científico e, por conseguinte, o crescimento da sociedade moderna. Ele também menciona a breve nota de Wittig (1978) sobre a bibliografia estatística;É mencionada a contribuição metodológica pioneira de Gross & Gross (1927), em seu artigo voltado para administração da coleção de bibliotecas;O autor dá a definição de vários autores para este termo:Stevens (1953) - Segu…

Gingras, Capítulo 4

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Gingras (2016)



A avaliação da pesquisa Gingras inicia descrevendo as três principais fontes de dados bibliométricos: Web of Science, Scopus e Google Scholar. As duas primeiras são pagas e possuem alto nível de sistematização e confiabilidade enquanto a última é gratuita mas altamente manipulável por não necessitar de uma revisão por pares para os artigos cadastrados;O autor chega a dizer que o acesso fácil e sem críticas ao Google Scholar foi um dos fatores responsáveis pela proliferação de índices avaliativos mal construídos, o que o autor chama de "anarquia avaliativa";Gingras destaca os aspectos mercadológicos das bases de dados, uma vez que até 2005, com a entrada do Scopus no mercado, o SCI havia mantido relativamente o mesmo número de cobertura de revistas desde sua criação;Gingras ressalta alguns pontos importantes como levar em conta a especificidade de cada campo, lembrar que os bancos de dados não catalogam todas as revistas que existem e que uma revista não cataloga…

Gingras, Capítulo 3

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Gingras (2016)



A multiplicação das avaliações Gingras afirma que os processos avaliativos não são novos, mas que na verdade remontam ao processo de institucionalização da ciência, a partir do século XVII. Segundo ele, as publicações, demandas, currículos, verbas, promoções, departamentos, programas e universidades já são avaliados a muito tempo;Gingras narra brevemente as transformações dos artigos científicos, antes publicado em revistas generalistas, estes passaram a se concentrar cada vez mais em revistas especializadas. O autor afirma que até o início do século XX, não havia grande critério avaliativo para se aceitar uma publicação além da avaliação dos editores e/ou de um especialista no tema, Gingras ainda informa que as taxas de rejeição eram bem baixas.O autor diz que a avaliação por pares também é usada para analisar as demandas por verbas. A partir da institucionalização da ciência surgiram agências governamentais dedicadas ao controle dos recursos para pesquisa. Inicialmente …

Gingras, Capítulo 2

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Gingras (2016)



O que a bibliometria nos ensina sobre a dinâmica das ciências Gingras informa que até o surgimento do Scopus, em 2004, pela Elsevier, o SCI da ISI era o único Índex científico disponível. Acredito que hoje poderíamos contar o Scielo e o Google Scholar. Além disso, o livro está um pouco desatualizado, pois afirma que o SCI ainda faz parte da Thomsom Reuters sendo que ele foi vendido em 2016 para a Clarivative Analytics;O livro possui um problema de tradução na página 41, onde o tradutor coloca o termo "diploma" no lugar de "patente". Suponho que isso seja um erro confundido do original francês e não do inglês;Respondendo sobre a limitação de adição de autores no SCI impresso, Eugene Garfield disse que o Índex tinha a finalidade principal de ser um banco de dados bibliográfico e não um indicador de desempenho de cientistas. Gingras aponta que Garfield estava consciente dos custos necessários para mudar a formatação e adicionar mais autores por artigo;Gin…

Gingras, Capítulo 1

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Gingras (2016)



Livro publicado pela Editora UERJ, traduzido por Carlos Deane (sem informação se a tradução foi do original francês ou da tradução para o inglês) e prefaciado por Carlos Vainer.
O autor, Yvres Gingras, é um historiador e sociólogo da ciência canadense além de ser o coordenador do OST e do CIRST.
As origens da bibliometria Gingras inicia com terminologia. Para ele, a ciêntometria é a medida quantitativa do conjunto das atividades ciêntificas incluindo os investimentos, a formação profissional e a produtividade, enquanto a bibliometria é considerada como um subconjunto da anterior e se preocupa apenas com as publicações científicas (quaisquer que sejam) e suas propriedades. O autor adiciona que atualmente os termos são intercambiáveis, pois o estudo da dinâminca científica faz uso de dados bibliométricos.O autor retoma o contexto dos ano 1920 e 1930 de gerência de bibliotecas, sobrecarregadas pela crescente quantidade de revistas científicas, que deu origem as primeiras met…

Narin, Glossário

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Narin (1976) Neste post traduzirei na íntegra o Glossário presente no relatório de Narin. Manterei a ordem original, mesmo que na tradução a ordem alfabética se perca.
Glossário
Este glossário limita-se a terminologia da bibliometria avaliativa. Alguns termos inclusos no glossários possuem outros significados além do bibliométrico; alguns termos não inclusos no glossário, particularmente os estatísticos e matemáticos, possuem referências no texto para artigos explanatórios ou podem ser vistos em qualquer dicionário padrão.
CONTAGEM (DE PUBLICAÇÃO) AUTOR PAÍS: O número de publicações atribuídos a um país baseado no endereço da instituição do autor.
PAREAMENTO [coupling] BIBLIOGRÁFICO: O refereciamento, comum, de dois documentos a um ou mais documentos publicados anteriormente.
BIBLIOMETRIA: Media quantitativa das propriedades de uma literatura, normalmente como auxílio na exploração da produção, distribuição e utilização de seu conteúdo.
BIG SCIENCE: O papel nacional da ciência nos anos…