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Mostrando postagens com o rótulo História

Kragh, IV - Elements of theory of history

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Para os positivistas, a história descreve o passado com base em fatos e funda-se nas seguintes questões: 1) o passado é uma realidade objetiva; 2) o historiador deve reconstruir o passado e não interpretar, avaliar ou tirar conclusões sobre o presente ou o passado a partir a partir dos fatos históricos; 3) é possível obter conhecimento objetivo a partir do passado e o observador (imparcial) pode ser separado do observado; 4) a história é um aglomerado de fatos a serem descobertos a partir do estudo crítico de documentos, o historiador só pode emitir conclusões se estiver em posse de todos os fatos relevantes. Atualmente, a distinção entre "fatos passados" (todo o passado) e "fatos históricos" (informação considerada relevante pelo historiador para compor o passado) desafia a noção simplista do positivismo de que a história é feita simplesmente de fatos objetivos. Os fatos históricos não existem previamente, mas são construídos. Fatos do passado podem ganha...

Kragh, I - Aspects of the development of the history of science

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O autor faz uma genealogia da história da historiografia da ciência da antiguidade até o início do século XX. A ciência tem desde os tempos clássicos até o medievo uma tradição de se relacionar com seus antecessores. Os "cientistas" da época abriam caminho para novas ideias a partir de críticas a trabalhos mais antigos. Em tempos clássicos a história era voltada para o contemporâneo e tendia a desprezar acontecimentos anteriores. Testemunhas oculares eram tidas como as melhores evidências de modo que a perspectiva da história grega era limitada a uma geração. Também era um fator a concepção de tempo cíclico ou estagnado que não favorecia o estudo da história. Outro ponto que nos impede de entender esse período é a ausência de fontes primárias, embora trabalhos de Proclus e Simplicius podem ser denominados como história da ciência (HCC) do clássico-tardio. Dura os séculos 16 e 17 o termo "histórico" podia significar fatos concretos e "história...

VON MARTIUS; DOSSE; SCHWARCZ. História Romântica.

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Primeiramente, deve se estabelecer a filosofia histórica de Kant, e como ela influenciou a historiografia do século XIX. Kant postulou uma "evolução" por estágios das civilizações, da barbaridade em direção à civilização. DOSSE, François. A história à prova do tempo: da história em migalhas ao resgate do sentido. São Paulo: Unesp, 1999. (pp 11-16). Dosse estabelece a nova visão de história surgida após a revolução francesa, na qual dá se mais valor ao povo, a descontinuidade de governo, pela "narração animada" além de uma ênfase ao povo, especialmente a burguesia, em detrimento da história da corte. Há também a questão do Nacionalismo, construído pelo historiador como um modo de gerar uma identidade nacional para o povo. Ele age como um mediador entre os grupos polarizados da sociedade. O historiador age como sacerdote e soldado, com um lugar de autoridade na sociedade, responsável pela construção de uma consciência nacional por meio de um discurso h...

BLOCH, Apologia da História. CAPÍTULO I

CAPÍTULO I. Apologia da História, ou O Ofício do Historiador (2001 [original francês de 1949]). Traduzido por André Telles. "[...] não há senão uma ciência dos homens no tempo e que incessamente tem necessidade de unir o estudo dos mortos aos vivos. " O autor afirma que o passado é impossível de ser objeto de estudo da mesma forma que o presente, em sua totalidade, não pode ser. Ao invés disso, o objeto da história é o estudo do homem no tempo. O tempo na história é distinto das ciência naturais, que o partem em intervalos iguais e o usam de modo sistemático. Na história, o tempo "é o próprio plasma em que engastam os fenômenos", portanto o historiador devem compreender seu objeto imerso em seu tempo de origem em conjunto com todas as relações que ele apresenta com seu momento histórico. Bloch explica que o tempo é, ao mesmo tempo, um continuum e também eterna mudança. O que leva ao questionamento: "Em que medida [...] devemos considerar o conhecimento...

BLOCH, Apologia da História. INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO. Apologia da História, ou O Ofício do Historiador (2001 [original francês de 1949]). Traduzido por André Telles. " Papai, então me explica para que serve a história. " Confrontado com um questionamento acerca da legitimidade da história, Bloch põe-se a explicar em linguagem simples suas ideias acerca da prática historiográfica, em direta oposição às correntes vigentes até então (isto é, o positivismo e o historicismo). O autor questiona-se inicialmente com relação ao dispêndio de tempo e energia no ato de se fazer história, e se esse dispêndio não poderia ser melhor empregado de outra maneira, em seguida pergunta, "o que, precisamente, torna legítimo um esforço intelectual?" Bloch conclui que a história deveria ter o direito de perscrutar suas fontes sem nenhum interesse em especial, mas que só alcança sua legitimidade enquanto campo de conhecimento na medida que explica e conecta os fenômenos racional e inteligivelmente. Contudo, espera-se ...

BOURDÉ & MARTIN, A História na Idade Média

BOURDÉ, Guy – MARTIN, Herve. As escolas históricas. Lisboa: Publicações Europa-América, 1990. (pp. 13 - 43). "Filha da desgraça, a história é também a serva do poder [...]" Existem pontos de vista contrários quanto a historiografia medieval. Alguns dizem que há o rompimento do  tempo ciclico característico do pensamento Antigo, em favor do sentido linear cristão. Outros dizem que ainda há uma grande marca ciclica no pensamento medieval na forma das liturgias anuais (nascimento, morte, ressureição). Os tipos de produção historiográfica medieval: Hagiografia : O contar dos feitos de Deus e dos santos. Vida idealizada do santo como um modelo de vida exemplar para o cristão. Anais : Relatam maquinalmente os fatos anualmente com grande foco em acontecimentos políticos e militares. Entretanto eles "trazem a marca das preocupações dos seus autores [monges]". Crônica : Pretensões amplas de contar a história universal. Sistematizam os pontos presentes n...

CHESNEAUX, As Armadilhas do Quadripartismo Histórico.

CHESNEAUX, Jean. As armadilhas do quadripartidarismo histórico. IN _____ Devemos fazer tábula rasa do passado? São Paulo: Ática, 1995. "O quadripartismo nada mais é que uma das versões, e não a melhor, do velho sonho de um 'discurso sobre a história universal'" . Neste texto, Chesnaux critica o modelo francês de organização da história, que submete a mesma a uma divisão em quatro grandes pilares: História Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea. Segundo o autor, esse modelo nada é além de "um verdadeiro aparelho ideológico de estado". Primeiramente ele serve a um propósito pedagógico ao estruturar o ensino secundário. Também estrutura as cátedras universitárias, seu ensino e programas de pesquisa, de modo que futuros professores de história tem um conhecimento desproporcional da história européia em relação a história indígena ou das américas, por exemplo. O autor fala que especialização em determinadas áreas dentro da história (religião,...