Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Filosofia da ciência

Kragh, III - Objectives and justification

Imagem
O autor discutirá diferentes acepções do que é considerado o objetivo final da HCC: HCC pode ser útil ao cientista de hoje, isto é, pode inspirá-lo ou responder para ele alguma questão de sua pesquisa ou que a HCC deve ser um instrumento de avaliação dos conceitos e métodos modernos conforme interpretados e apresentados pelo historiador ao cientista. É difícil achar exemplos concretos disso e mesmo que eles sejam inspirados não é possível distinguir de uma inspiração literária ou religiosa. Aumento do prestígio da ciência moderna frente aos obstáculos de sua história. Esse conceito foi utilizado mais para propagandear a potencialidade da ciência pura em gerar conhecimentos aplicados (tecnologia) e justificar seu orçamento, uma ciência vista como bem inevitável. É difícil achar exemplos concretos e é possível construir um argumento contrário a partir de estudos de caso (sobre a falta de relação entre ciência e tecnologia ou que ambos não contribuem positivamente para a socied...

Os usos sociais da ciência - Bordieu

Imagem
Livro publicado em 2004 pela Editora Unesp em parceria com o Institut National de la Recherche Agronomique (INRA), baseado em uma conferência e debate organizados pelo grupo Sciences in Questions em Paris, no INRA, no ano de 1997; O livro conta com um prefácio escrito por Patrick Champagne, diretor de pesquisas do INRA, que apresenta Bordieu e sua obra, principalmente aquelas que concernem a sociologia da ciência; Neste livro, o autor formula a ideia de campo. O campo é definido como toda a área intermediária entre o conteúdo da obra (seja ela artística, literária, científica...) e sei contexto social, o campo é: "[...] o universo no qual estão inseridos os agentes e as instituições que produzem, reproduzem ou difundem a arte, literatura ou ciência. Esse universo é um mundo social como os outros, mas que obedece a leis sociais mais ou menos específicas." Através dessa ideia o autor afirma que não devemos rotular a ciência como totalmente "pura", livr...

Ferreira, Bowler, Oliveira.

- Ferreira (2005) Ferreira fará, neste artigo, uma breve crítica sobre a obra de Popper entitulada Darwinism as a metaphysical research programme , na qual o autor elaborou suas críticas sobre o neodarwinismo de acordo com sua teoria, o falsificacionismo; Ferreira reitera a importância da predição e da refutabilidade de uma teoria para a demarcação de ciência de Popper; Popper criticou o neodarwinismo em diversas obras, de 1957 até 1974, embora a crítica se baseie principalmente no texto citado acima; Ferreira mostra que estruturalmente a obra é divida em duas partes. Na primeira há as críticas e na segunda propostas de Popper para contribuir com a teoria da evolução; Na primeira parte Popper postula que não é possível testar a teoria, logo ela seria metafísica. Porém, segundo Ferreira, é de extrema importância frisar que Popper não usa o termo "metafísica" no sentido costumeiro do positivismo lógico, mas sim no sentido de Lakatos, definido por Ferreira como: ...

Cambridge Companion 1 - Sloan

Imagem
Cambridge Company to Darwin  Sloan faz uma distinção entre "Natural History", "Natural Philosophy" e "Philosophical Naturalism". Darwin pertenceria a esse último segundo Sloan, pois para ele os PNs buscavam o entendimento geral e elaboração das Leis da Vida, enquanto os NHs eram sistematas e os NRs eram físicos; O pai de Darwin, Robert, o influencio com o Materialismo natural e seu avô, Erasmus, com seus escritos. Sua mãe era religiosa da igreja Unitarianista (rejeita a divindade de Cristo); Quando criança já colecionava diversas coisas e junto com seu irmão mais velho fazia experimentos de química; Segundo Sloan a autobiografia  passa uma visão errada de Edinburgo, ao focar só no aborrecimento e tédio. Segundo Sloan, nela Darwin foi exposto a Hutton, Grant, Lamarck, Geoffroy, além de despertar alguns interesses e afastá-lo da carreira médica; Com Cambridge foi o mesmo. Lá ele conheceu Sedgwick, Henslow, Whewell, Herschel, Aug. de Candolle, Hu...

Marandino, Oldroyd, Ruse, Pearson, Herbert

- Marandino (2014) Sobre as correntes metodológicas no ensino de ciências. Boa bibliografia. - Oldroyd, Ruse e Pearson (2007) Review sobre " Charles Darwin, Geologist " de Sandra Herbert; A estrutura é interessante, são três reviews seguidos pela resposta geral da autora. Poder ver o lado do autor é esclarecedor; Oldroyd e Ruse consideram a autobiografia como "misleading" quanto aos aspectos geológicos de Darwin, Pearson, como geólogo, aclama o livro; Herbert responde a todas as críticas com bons argumentos e de maneira sensata; - Cambridge Companion to Darwin A introdução, por Hodge e Radick, é o melhor sumário de Darwin e sua história que já li. Cobre todos os pontos importantes com profundidade sem se delongar;

Manifesto de Viena

-  Manifesto do Círculo de Viena  - Hahn, Neurath e Carnap O manifesto de Viena, 1929, posiciona-se fortemente a "metafísica", no entanto não a define claramente, para mim parece que os autores consideram tudo que não é empírico como metafísico, um tanto maniqueísta. Desejam um trabalho unificado e sem influências sócio-históricas, ou seja, reprodutível e imparcial; É extremamente positivista, empirista e reducionista. Coloca a física como a ciência mais refinada de todas. Mostram uma visão holística, porém materialista e focada na experiência racional humana; Dois erros são apontados na metafísica, falta de linguajar técnico e falta de experimentação; Completa aversão ao conhecimento a priori ; O ataque a metafísica vem na anti-metafísica com a concepção científica de mundo  e a análise lógica ; Faz uma ode a tecnicalização, que elimina a metafísica; Vitalismo, história da biologia, história das ciências sociais, e divulgação científica são mencionadas; Compl...