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Mostrando postagens com o rótulo Bibliometria

Aixelá

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Aixelá (2004) -  The Study of Technical and Scientific Translation:  An Examination of its Historical Development Aixelá realiza uma pesquisa bibliométrica dos estudos de tradução científica e técnica a partir da BITRA até o ano de 2003. Vale lembrar que a base ainda estava relativamente incompleta nessa época e que nos últimos 20 anos a tendência crescente de pesquisas continuou, de modo que os resultados devem ser compreendidos com ressalvas. A justificativa para a facilidade da tradução técnica era baseada no raciocínio de que não havia criatividade no texto científico, de modo que qualquer um com conhecimento terminológico adequado poderia traduzir os termos por seu equivalente direto em outra língua. Assim, estudos sobre tradução científica não se justificativam para os interessados em ver soluções criativas de tradução em trabalhos literários. Tradutores técnicos tem até suas qualidades como tradutores questionadas. Jumpelt (1961) discorda e afirma que o texto ...

Kragh, XVII - Quantitative history of science

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Define cientometria como uma coleção de métodos para analisar a estrutura e desenvolvimento de uma ciência relativamente desenvolvida, entretanto, como disciplina metodológica, não tem objeto especial podendo ser aplicada a outras formas de organização social. Usada para avaliação e criação de políticas científicas. Não é histórica mas suplementar a história. Na HCC pode ser aplicada ao desenvolvimento de uma ciência ou estudar a estrutura das comunicações científicas em uma determinada época. Associada a prosopografia.

Chauí

Chauí (1994) - USP 94: a terceira fundação Todos os documentos discutem as mesmas coisas. Há uma proximidade de assunto com distanciamento temporal. MATHIAS 1967- Pede unificação e centralização das faculdades sob uma tutela comum. Universidade própriamente dita. Luta pela escola pública. Busca a universidade, autonomia docente, departamentos sem cátedra, integração, interdisciplinarização. Participativa, social e democrática. Realizado na ditadura: integração se torna centralização; reformulação curricular e vestibular unificado por áreas tornam-se escolarização e massificação do teste de múltipla escolha; articulação entre pesquisa básica e aplicada e ensino se torna hierarquização entre pesquisa pública e privada e profissionais com prestígio segmentado. Paridade entre docência e pesquisa 1970-1980 SIMÃO E ADUSP 1979/1984 - Críticas ao centralismo, burocracia e falta de representatividade. Continuidade do projeto de Mathias interrompido pela ditadura. Autonomia vs servil...

Nicolaisen & Frandsen

- Nicolaisen & Frandsen (2018) Estudo sobre os motivos de comunicações científicas não serem citadas (uncitedness), uma linha de pesquisa dentro da cientometria; Os autores coleteram e analisaram trinta milhões de documentos de diferentes gêneros (artigos, notas, cartas, etc...) dos quais cerca de oito milhões nunca foram citados; Eles concluem que artigos são mais fáceis de serem citados entre os diferentes gêneros científicos, insinuando uma "hierarquia de gênero". Entretanto, essa estrutura varia entre os campos científicos de acordo com suas peculiaridades (por exemplo, os chamados "conference papers" são muito pouco citados nas Artes e Humanidades enquanto o contrário acontece em Medicina); Na dimensão temporal, confirma-se de maneira genérica o óbvio, ou seja, documentos mais antigos tem mais chances de serem citados. O tempo de primeira citação (time of first citation - TFC) também varia de campo para campo. Sua conclusão é: Uncitedness d...

Leydesdorff & Milojevic

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Leydesdorff & Milojevic (2012) Neste texto foi publicado preliminarmente em 2012 e atualmente está presente na International Encyclopedia of the Social & Behavioral Sciences (2 ed.) , de 2015, seção Science and Technology Studies, subseção Perspectives on Science and Technology; Alguns pontos trazidos pelos autores parecem entrar em conflito com Sengupta (1992); Os autores partem com a definição de Hess (1997) que define este campo como o "estudo quantitativo da ciência, comunicação científica e política científica" e já trazem o uso do SCI, criado por Garfield, e logo abraçado pela comunidade científica; Em 1978 foi publicado o livro Toward a Metric of Science , escrito por Merton, entre outros. Os autores e durante os anos 60 e 70 o autor cita os diversos artigos de Price e sua contribuição na fundamentação teórica da bibliometria; Segundo os autores, a partir dos anos 80 a sociologia da ciência se voltou para a micro-análise e, devido a isso, a an...

Sengupta

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Sengupta (1992) Neste artigo Sengupta definirá os termos Bibliometria, Informetria, Cientometria e Librametria de acordo com seu levantamento bibliográfico; Sengupta afimar que os quatro termos podem ser, e são na prática, encarados como sinônimos e intercambiáveis entre si, porém é possível delimitá-los; BIBLIOMETRIA : Segundo Sengupta, este termo foi cunhado por Pritchard em 1969, mas técnicas bibliométricas ja haviam sido usadas e discutidas anteriormente sem um nome específico ou sob a alcunha de "bibliografia estatística", como denominado por Hulme e se referia a quantificação do crescimento do conhecimento científico e, por conseguinte, o crescimento da sociedade moderna. Ele também menciona a breve nota de Wittig (1978) sobre a bibliografia estatística; É mencionada a contribuição metodológica pioneira de Gross & Gross (1927), em seu artigo voltado para administração da coleção de bibliotecas; O autor dá a definição de vários autores para este t...

Gingras, Capítulo 4

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Gingras (2016) A avaliação da pesquisa Gingras inicia descrevendo as três principais fontes de dados bibliométricos: Web of Science, Scopus e Google Scholar. As duas primeiras são pagas e possuem alto nível de sistematização e confiabilidade enquanto a última é gratuita mas altamente manipulável por não necessitar de uma revisão por pares para os artigos cadastrados; O autor chega a dizer que o acesso fácil e sem críticas ao Google Scholar foi um dos fatores responsáveis pela proliferação de índices avaliativos mal construídos, o que o autor chama de "anarquia avaliativa"; Gingras destaca os aspectos mercadológicos das bases de dados, uma vez que até 2005, com a entrada do Scopus no mercado, o SCI havia mantido relativamente o mesmo número de cobertura de revistas desde sua criação; Gingras ressalta alguns pontos importantes como levar em conta a especificidade de cada campo, lembrar que os bancos de dados não catalogam todas as revistas que existem e qu...

Gingras, Capítulo 3

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Gingras (2016) A multiplicação das avaliações Gingras afirma que os processos avaliativos não são novos, mas que na verdade remontam ao processo de institucionalização da ciência, a partir do século XVII. Segundo ele, as publicações, demandas, currículos, verbas, promoções, departamentos, programas e universidades já são avaliados a muito tempo; Gingras narra brevemente as transformações dos artigos científicos, antes publicado em revistas generalistas, estes passaram a se concentrar cada vez mais em revistas especializadas. O autor afirma que até o início do século XX, não havia grande critério avaliativo para se aceitar uma publicação além da avaliação dos editores e/ou de um especialista no tema, Gingras ainda informa que as taxas de rejeição eram bem baixas. O autor diz que a avaliação por pares também é usada para analisar as demandas por verbas. A partir da institucionalização da ciência surgiram agências governamentais dedicadas ao controle dos recursos para p...

Gingras, Capítulo 2

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Gingras (2016) O que a bibliometria nos ensina sobre a dinâmica das ciências Gingras informa que até o surgimento do Scopus, em 2004, pela Elsevier, o SCI da ISI era o único Índex científico disponível. Acredito que hoje poderíamos contar o Scielo e o Google Scholar. Além disso, o livro está um pouco desatualizado, pois afirma que o SCI ainda faz parte da Thomsom Reuters sendo que ele foi vendido em 2016 para a Clarivative Analytics; O livro possui um problema de tradução na página 41, onde o tradutor coloca o termo "diploma" no lugar de "patente". Suponho que isso seja um erro confundido do original francês e não do inglês; Respondendo sobre a limitação de adição de autores no SCI impresso, Eugene Garfield disse que o Índex tinha a finalidade principal de ser um banco de dados bibliográfico e não um indicador de desempenho de cientistas. Gingras aponta que Garfield estava consciente dos custos necessários para mudar a formatação e adicionar mais ...

Gingras, Capítulo 1

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Gingras (2016) Livro publicado pela Editora UERJ, traduzido por Carlos Deane (sem informação se a tradução foi do original francês ou da tradução para o inglês) e prefaciado por Carlos Vainer. O autor, Yvres Gingras, é um historiador e sociólogo da ciência canadense além de ser o coordenador do OST e do CIRST . As origens da bibliometria Gingras inicia com terminologia. Para ele, a ciêntometria é a medida quantitativa do conjunto das atividades ciêntificas incluindo os investimentos, a formação profissional e a produtividade, enquanto a bibliometria é considerada como um subconjunto da anterior e se preocupa apenas com as publicações científicas (quaisquer que sejam) e suas propriedades. O autor adiciona que atualmente os termos são intercambiáveis, pois o estudo da dinâminca científica faz uso de dados bibliométricos. O autor retoma o contexto dos ano 1920 e 1930 de gerência de bibliotecas, sobrecarregadas pela crescente quantidade de revistas científicas, que...